terça-feira, 20 de março de 2012

O subterrâneo salarial dos professores

  Que coisa engraçada e triste é a vida. Quando os nobres deputados se reúnem para votar a lei de um PISO salarial, chegam a um valor que é considerado, justamente, o MÍNIMO que deve ganhar quem exerce determinada função e se qualificou para tal.

 O paradoxal é uma classe ter que lutar - e muitas vezes perder - para ganhar esse valor mínimo. Não há, NÃO PODE HAVER nada abaixo desse piso. A não ser que se receba um salário SUBTERRÂNEO, o que, infelizmente, acontece muitas vezes.

 É vergonhoso não só para quem governa, mas também para todos nós - tolos que pagamos impostos - que assistimos isso e ficamos de braços cruzados.

 Povo que não tem virtude acaba por ser escravo!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Falei meesmo...!

Pense na dor de um pai ou uma mãe que têm que enterrar o próprio filho. Eles sim estão sofrendo por amor. Aliás, eles sim SABEM o que é amor.

Relacionamento frustrado? Carência? E você acha que sofre por isso? Ora, vai tomar no cu. Se você tem menos de 20 anos e PENSA que a sua vida ta uma droga, uma dica: vai viver de verdade e sai da frente do computador.

A sua juventude não é eterna e a vida é uma só. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

O Homem de 2012

 Se Jesus dissesse hoje “atire a primeira pedra quem nunca errou” desconfio que a mulher adúltera da história bíblica seria apedrejada da mesma forma.  Porque atualmente as pessoas não pensam duas vezes antes de julgar aquilo que nem sequer lhes diz respeito. Infelizmente o mundo se tornou muito menos educado e muito mais agressivo nas últimas décadas, sobretudo verbalmente.

 Quero deixar claro que sou a favor da liberdade de expressão, seja ela politicamente correta ou não. O problema é que muitos não têm clara a noção do que realmente seja essa tal liberdade de expressão, e acabam a utilizando de forma equivocada. Agridem sob qualquer pretexto e destilam muitas vezes uma revolta sem sentido.


As redes sociais e a internet fazem com que se torne mais fácil expressar e propagar uma idéia, mas será que são culpadas? Ou será que elas apenas expressam um sentimento que sempre existiu na sociedade, mas que antes estava oculto?

 O fato é que o Homem de 2012 não sabe usar o melhor que a tecnologia pode oferecer, que é justamente a possibilidade de aproximar as pessoas. Hoje em dia as pessoas estão mais conectadas, mas também mais distantes umas das outras. O cidadão tem 2000 “amigos” na rede social, mas quando encontra a maioria deles na rua, não dá nem oi.

 A idéia de se criar uma máquina que domine o ser humano sempre foi assustadora, mas o próprio Homem é que está a cada dia se tornando um pouco mais máquina e um pouco menos humano.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sexo nada frágil

 Observe com que pulso firme a presidente Dilma comanda o governo. Com que naturalidade substitui os ministros que são acusados de corrupção. Lula defendia-os, dizia não saber de nada. Dilma os demite.

 Agora veja com que maturidade a deputada Manuela D’ávila fala sobre problemas tão polêmicos que há tanto tempo afligem o país.

 O que ambas têm em comum? Além de terem feito um caminhão de votos; são mulheres. São mulheres como tantas outras dilmas, manuelas, marias, fernandas e marcelas. São mulheres e por isso estão sendo homenageadas no dia de hoje.

 Mais do que homenageá-las, nós homens precisamos urgentemente das mulheres. Só elas podem organizar uma sociedade tão esculhambada como a nossa. Por um motivo simples: os homens são sonhadores, as mulheres são práticas.

 Por isso é que SÓ as mulheres é que deveriam governar. Não haveria tantas coisas megalomaníacas e fora da realidade acontecendo, como essa Copa no Brasil, por exemplo.

 Erico Veríssimo, em sua obra máxima que foi O Tempo e o Vento, também demonstrou essa percepção. As principais personagens femininas do romance eram firmes e decididas. Seja Ana Terra, Bibiana ou Maria Valéria, todas encontravam força para seguir com a vida em meio a tantas guerras, e acima disso, todas eram práticas.

 Por serem mais práticas e sensatas é que as mulheres se tornam melhores administradoras. O poder em suas mãos não é questão de tempo, é questão de lógica.

 Inexoravelmente, o futuro é todo delas.

domingo, 4 de março de 2012

Impasse no Piratini

 Eu,se fosse o governador Tarso Genro, não pensaria duas vezes antes de pagar o piso nacional aos professores, mesmo que para isso tivesse que mexer no Plano de Carreira. O CPERS vai chiar? Vai. Mas o CPERS sempre chia.

 Esse é o problema. E quero registrar publicamente: eu, como futuro professor, não acredito na representação desse sindicato, de oposição inamovível a qualquer proposta do governo. Sindicato deve sentar, reivindicar, negociar e chegar a um acordo que beneficie a sua categoria. E isso o CPERS NÃO faz.

 Por isso eu pagaria o piso. E mudaria o Plano de Carreira.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Elogio e crítica



 Eu sei que em ano eleitoral é muito delicado elogiar ou criticar, mas eu preciso fazer uma colocação justa: essas academias ao ar livre implantadas em Igrejinha são uma das melhores coisas que foram feitas nos últimos tempos.

 E olhem que a ideia original não surgiu daqui, o que mostra que além de tudo, também é preciso saber o que pode e deve ser copiado de outros lugares. Quando se investe no bem-estar das pessoas, mesmo com coisas aparentemente tão simples, se cria um lugar melhor para se viver, e isso não tem preço.

 Agora, um aparte: estive no hospital Bom Pastor dia desses cuidando de um amigo. O hospital segue sendo um dos melhores - talvez o melhor - da região, mas possui suas limitações. Limitações essas que poderiam ser compensadas com profissionais dedicados e comprometidos, mas percebi que nem todos o são.

 Problemas todos temos, mas quando se escolhem profissões em que se vai lidar com PESSOAS, deve-se saber de uma coisa: elas não têm culpa. Não têm culpa do seu baixo salário nem das suas condições ruins de trabalho. E quando descontamos as frustrações em quem não merece, estamos sendo culpados também.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O que as pessoas temem


 Essa brincadeira do Facebook do “Desafio dos 50 Dias”, em que cada dia você coloca a foto que corresponda ao tema proposta para aquele dia envolve algumas questões interessantes.

 No 17º dia você é desafiado a colocar uma foto que represente um medo. O medo, você sabe , é uma condição presente em todos os seres humanos, que muitas vezes evita que façamos besteiras e que outras vezes faz com que percamos oportunidades, que coisa.

 Mas enfim, o desafio não fala daquele medo que carregamos intimamente, porque esse medo jamais será exposto publicamente. Então, passamos para um segundo tipo de medo: o medo coletivo.

 O medo coletivo é um medo temido por quase todas as pessoas de uma sociedade, por isso pode ser admitido sem maiores problemas. E o que a grande maioria das pessoas coloca como sendo o seu medo no Facebook? 

 A solidão.

 As pessoas têm uma consciência coletiva que comprova aquilo que eu disse no meu discurso de Formatura: nada do que vivemos vale um centavo se não tivermos com quem compartilhar. Então, quando nos damos conta de que o que realmente importa são os Outros, surge o medo de que de repente eles não estejam mais ao nosso lado.

 Achei curioso esse medo ser tão forte justamente agora que existem tantas redes sociais. Quer dizer, todo mundo está conectado o tempo todo, e num contraponto paradoxal, as pessoas se sentem mais solitárias.

 Acho que consigo compreender o porquê. Não precisamos tanto assim de Facebook, Twitter, MSN... Precisamos mesmo de olho no olho, pele na pele, do riso fácil, quem sabe de um beijo inesperado. Enfim, precisamos de todas essas coisas que o isolamento de um monitor não permite.